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sábado, 24 de março de 2012

DEONÍSIO DA SILVA – NÃO FAÇO MC DONALDS LITERÁRIO




       
 
Por Pedro Paulo Rosa
Foto: Leya Brasil / divulgação
Revisão textual: Paulo Cappelli

Escritor e educador, Deonísio da Silva compartilha não só o tema principal do seu atual romance, “Lotte e Zweig”, como também brinda O HÉLIO com o seu pensamento provocativo, idealista e extremamente necessário para enriquecer a mentalidade brasileira. Deonísio começou a carreira ainda jovem e teve uma base cultural bem vasta no seminário em que estudou. O seu primeiro conto lhe rendeu a prisão por ter sido considerado subversivo aos militares. Nosso entrevistado não é só um escritor, mas um homem reflexivo; dialoga com os sonhos e com a realidade ao mesmo tempo em que belamente elucida questões fundamentais para a cultura, política e educação de nosso país mostrando o seu posicionamento.

O HÉLIO: Você tem uma ligação forte com assuntos proibidos. Acho muito louvável uma pessoa que estuda um momento tão delicado no país. Por que isso?

DEONÍSIO DA SILVA: Olha, o meu conto de estreia, que me rendeu a prisão, 72 horas incomunicáveis e a condenação de dois anos de prisão, que cumpri em liberdade. Fui, de alguma forma, um presidiário infanto-juvenil porque estudei num seminário de padres. A gente era tratado como presidiário. Era filho de uma família pobre, no tempo em que a pobreza não era absoluta. Ganhei um presente maravilhoso neste seminário que foi a formação humanista, com ênfase em História, nas línguas e na cultura geral. A experiência com a prisão é que realmente foi um choque na minha vida. O conto foi denunciado como ofensivo aos militares, isso em 1974. Era ainda aluno do curso de Letras em Ijuí (RS), mas fazia uma coluna em um jornal do Paraná. Nem gosto muito de falar sobre este momento da minha vida. Agora, essa prisão me deu, Pedro, um olhar muito particular para observar a censura no Brasil. Ao examinar os 508 livros proibidos pós 64, era 507 mais um, que era eu! Queria fazer o mestrado sobre aquele estudo. E fiz o mestrado e o doutorado, na USP, sobre a censura. Por isso, tive muitos problemas com orientadores; problemas de ordem teórica e redacional. Pois a academia tem um espartilho danado que eu, como escritor, não tenho. Nunca quis escrever para cinco leitores. Sempre quis escrever para os meus leitores. Isso me fez ter uma fixação pela repressão, mas uma fixação ligada à vontade de saber. Temos um olhar viciado em relação à repressão. Culpamos o ditador, e não percebemos que a ditadura se reproduz em micro-estruturas. O Estado autoritário tem um apoio autoritário na família, na igreja e na educação. A Microfísica do Poder nos mostra isso. Quando Zweig se matou na companhia da mulher, digo que isso foi um assassinato coletivo. Pois quando um casal chega à decisão de tirar a própria vida, ninguém mais naquela cidade de Petrópolis o apoiou em nada. Nem o padeiro, o vizinho, nem o colega de fumar charuto. Quer dizer, digo sempre: o suicídio é um assassinato coletivo.

O.H.: Como foi a elaboração da pesquisa histórica para a construção desse livro, que é romance?

Deonísio: Tive meu trabalho facilitado. Donald Prates fez uma biografia do Stefan Zweig sem emoção, a meu ver. Depois, li outra biografia do Alberto Dines, Morte no Paraíso. Aí sim, me desbravou tudo. Comecei a conversar muito com o Dines sobre isso. Nesse período, sem que a gente conversasse, o Silvo Back fez um filme chamado Lost Zweig, que ainda não entrou em circuito comercial. Daí, também consegui uns documentos que a Casa Stefan Zweig, lá de Petrópolis, liberou.

O.H.: Que tipo de documentos?

Deonísio: Cartas, que tem publicação apenas em inglês, que a Lotte (esposa de Stefan) trocava com pessoas do seu convívio. Não me interesso em saber pra quem ela disse tal coisa. Me interessa saber o que ela disse pra quem estava documentado. Fui muito a Petrópolis. Visitei a casa de Stefan Zweig muitas vezes. Analisava fotografias, paredes. E as fotos falavam, as paredes falavam...aquele lugar úmido, abafado. Imagino como devia ser o verão numa noite abafada. Petrópolis engana. Quando fica quente, fica muito quente.

O.H.: Onde é que nasceu esse interesse pelo Zweig?

Deonísio: Sou um escritor, uma pessoa, um cidadão que foi criado no Brasil meridional, em comunidades de colonização alemã. Embora os neonazistas não fossem maioria nas comunidades, eles existiam bastante. Lá em Ijuí (RS), por exemplo, a Câmara de Vereadores se reuniu para me declarar persona não grata na cidade porque dei uma entrevista à revista Manchete dizendo que vendiam suásticas em Ijuí, era só comprar. Daí, o jornalista da Manchete não acreditou e eu o levei até o local de venda. Ele levou um susto porque eram vendidas naturalmente. Isso em 1977. O jornalista comprou a suástica de prata porque era mais barata. Ele colocou na capa da revista Manchete a suástica com a nota fiscal da compra. Quer dizer, o nazismo também alcançou um judeu austríaco refugiado na cidade de Petrópolis! Isso me fez refletir sobre essa coisa monstruosa do século XX, o nazismo.

O.H.: Como Zweig encontra Petrópolis?

Deonísio: Ele encontrou Petrópolis por amor à Lotte, que sofria de asma. Acho que ele buscou um refúgio para escrever, sair dessa oba-oba carioca e para a Lotte respirar. Embora gostasse do Brasil, a língua não é dele, os costumes não eram dele. Ele era expatriado de tudo: judeu e austríaco. Fiquei no terreno da imaginação, mas acho que a escolha por Petrópolis foi para salvar a sua esposa.

O.H.: Você quis vestir seu livro com romance por falta de que ou em complemento ao que?

Deonísio: É o meu nono romance. Tive um tio que se suicidou, irmão do meu pai. Cheguei a essa coisa que o suicidado pratica um homicídio. O sujeito que se aplica a morte é o homicida. No caso do Zweig, o que me chamou muita atenção, ele é um desesperado sui generis, pois o seu tom é totalmente tranquilo, de que as coisas iam melhorar. Acho que, no íntimo, ele achava que a monstruosidade do holocausto, aquela guerra, tinha ganhado uma dimensão tal que tanto faz quem ganhasse ou perdesse. A escravidão brasileira, falando em monstruosidade, faz parte de catástrofes sociais inapagáveis. Os índios é que deveriam decidir qual a nossa cota! O negro deu um patrimônio cultural incrível para o Brasil. E agora achamos que, fazendo uma concessão ou outra, estamos ajudando.

O.H.: Como é o teu processo de escrita? Qual o ritual?

Deonísio: Pedro, sou um profissional com 34 livros publicados. Você me faz uma pergunta inquietante. Já escrevi por gosto. Escrever é uma das coisas das que mais gosto de fazer, assim como beber vinho. Acontece que, depois, como um jogador de futebol que ganha uma posição, aquele que era o seu brinquedo vira a sua ferramenta de trabalho. E foi isso que fizeram comigo. Aí, querem crônica, ensaio, resenha. E eu tenho uma incapacidade de dizer não para aquilo que posso fazer. A imprensa nasceu com o escritor escrevendo no verso do anúncio. E sem anúncio, não tem como receber dignamente. Ainda mais no Brasil, com tiragens baixas, nenhum jornal sobrevive sem anúncio. Há pessoas que acham uma vergonha porque escrevo uma coluna de etimologia na revista Caras. Acho que o conhecimento precisa ser expandido. Alcançar o número máximo de gente. Tenho também uma coluna na Band News com o Ricardo Boechat. Acho que alguma coisa fica. Sou professor, acredito nas pessoas. Voltando ao gosto de escrever, nunca me submeti ao mercado. Não fui fazer coisas abomináveis, como pedir para me darem uma força porque estou precisando. Acho assim, se o livro valer a pena, alguém vai se interessar por ele. Não sou eu que vou dizer que vale a pena o meu livro. O leitor é quem precisa falar. Sou um homem partido ao meio entre educação e literatura. E que bom que as duas partes se juntaram.

O.H.: Em que momento essas partes se uniram?

Deonísio: (RISOS) Certas perguntas são inquietantes, não é? E as suas perguntas são muito inquietantes. Tive um amigo, colega de seminário, que se reencontrou comigo 30 anos depois. Ele era muito bom em latim. Chama-se Patrício. Perguntei a ele: “Patrício, em que momento da sua vida, você achou que era melhor cuidar de macarrão (ele tem uma empresa de macarrão em Santa Catarina) do que traduzir Terêncio, Juvenal, Sêneca?". Ele olhou bem para mim e falou exatamente assim: “Bateu água na minha bunda e eu tinha que aprender a nadar. Você acha que, na sociedade brasileira, sobreviveria com as minhas propostas de tradução de latim?”. Então, gosto de pessoas que tem afiado o senso de realidade. Porque tenho mais afiado o senso do sonho. Tem gente que chega pra mim e fala: “Professor Deonísio, o senhor é professor aqui da Estácio. O aluno daqui é muito fraquinho; não conseguiu passar num vestibular das universidades públicas.” Falei para o sujeito: “ Sou um médico de CTI, cara! Recebo doentes em fase terminal. Se estou numa CTI, tenho que salvar.” O meu trabalho, Pedro, ao receber esse aluno – reconheço, uma grande parte é fraca – é oferecer um ensino de qualidade. Fazer com que ele veja que a língua portuguesa não é aquela que ensinaram no ensino médio ou segundo grau. Há professores que ensinam ao aluno a odiar literatura e escritores. Então, eu ensino a compreenderam os saberes e os sabores.

O.H.: Nesse sentido, a literatura transforma realmente a vida de uma pessoa?

Deonísio: É comum dizer o seguinte, que a literatura não transforma o mundo. Transforma as pessoas, para que estas transformem o mundo. Sou um admirador daqueles que andam na contramão. Por exemplo, não gosto muito dessa submissão geral que hoje a juventude tem diante do mercado. A maioria dos meus interlocutores jovens estão doidinhos para serem cooptados pelo mercado da música, ou do esporte, ou do jornalismo, enfim, para o Deus Mercado. Ao mesmo tempo, porém, eles não têm um discernimento de ver que um Bill Gates se tornou o homem mais rico do mundo porque, na garagem da casa dele, ele andou contra o mercado. Quis inovar. Um sujeito que inventou muitas coisas. Trocando de assunto, mas não muito, estive conversando com o Leonardo Boff e disse que ele passou pelas mesmas punições que Galileu. E o Brasil não vê Boff como figura referencial da nossa luta. Ele é uma figura, Pedro, fantástica, mas que é tratado como uma espécie de... Rose Marie Muraro é outra. Assim como Frei Betto. Eu tenho muita admiração pelos hereges.


Capa do livro do novo livro de Deonísio da Silva



O.H.: Você foi herege lá no seminário em que estudou?

Deonísio.: Não, ao contrário. Saí com 16 anos e não tinha maturidade para ser herege. Admiro os que ousam discordar do grande todo. A submissão ao mercado é uma prova de anulação.

O.H.: Mas, você já não foi submetido ao mercado em algum momento? Até por ser um grande escritor, relacionando-se com grandes jornais, revistas, rádios e editoras?

Deonísio.: Olha...às vezes, sou mal visto por escrever na Caras. Nunca tive um único corte em nada do que escrevi nessas revistas. Acho que lido bem. Mando, sempre, o primeiro exemplar de cada livro que publico para minha primeira professora, que me alfabetizou e que tinha um cheirinho bom quando me abraçava e que tem até hoje. Foi uma das minhas primeiras paixões. (RISOS) Em seis meses, estava alfabetizado e lendo. Agora, quem me ajudou a publicar meu primeiro livro foi o Rubem Fonseca.

O.H.: Me conta isso.

Deonísio: Era aluno de Letras e teve um trabalho que todos iam fazer sobre Machado de Assis, José de Alencar. Pedi para o meu professor lá de Ijuí, chamado Gustavo Maciel, para fazer o trabalho sobre um outro autor. Sou um apaixonado pela obra do Rubem Fonseca. Retomei a obra de Rubem Nos Bastidores da Censura, que é minha tese de doutorado. Meu professor deve ter me achado louco, pois era um autor ainda pouco conhecido, isso em 1973. Consegui que meu professor gostasse muito do trabalho. E mandou para o Álvaro Pacheco, que mandou para o Rubem. E o Fonseca, que não respondia para ninguém, ... (RISOS) aí vem a lei dos acasos. Ele me escreveu. Tomei um ônibus, fiz 23 horas de ônibus só para conhecer o Rubem e não me arrependo. Só depois de um tempo tive coragem de dizer que escrevia uns contos. Aí, ele me levou para a editora Arte Nova. Então, fiquei colega de catálogo da Clarice Lispector, João Ubaldo Ribeiro. Quer dizer, estava cheio de alegria!

O.H.: Como que a gente faz para o livro ficar mais barato?

Deonísio: Acho que as editoras brasileiras tomaram um caminho perverso, que é fazer vendas maciças para o Governo. Acho também que as grandes editoras não estão investindo nos autores nacionais. Se esses autores não forem revelados pelas grandes editoras nacionais, eles serão revelados por quem? As grandes editoras publicam autores estrangeiros de sucesso porque o país desses autores tem uma política editorial de valorização. Se o Brasil adotar esse caminho de publicar autores estrangeiros de outras editoras, a literatura nacional vai morrer. Acho que tem que investir nos autores novos. Os editores brasileiros arriscam pouco. A venda não pode ser o foco mais pesado. Tem que lançar mais gente nova em todos os gêneros! Quanto ao preço, a culpa não é dos editores. Acho que a culpa é do Estado, que tem que suprir as necessidades culturais do seu povo. Por exemplo, em vez do Estado comprar essas seleções de livros de um milhão de exemplares, que a gente não sabe como são feitas, as bibliotecas públicas deveriam ser obrigadas a comprar o autor nacional. Tem que ter uma política de apoio. Eles encontram verba para o terreno, para o vidro, para o tijolo, para a corrupção, mas não põe livros lá dentro. Deviam comprar os livros de autores brasileiros. De todos. Ter uma política de compra. Poderia até privilegiar regiões. Belém lendo o Rio de Janeiro, São Paulo lendo Rio Grande do Sul.

O.H.: Isso seria fantástico.

Deonísio: É uma boa bandeira, né? (RISOS). Escritor é olhado ainda como um curioso. A submissão ao mercado se tornou arrasadora. É perversa essa hegemonia do mercado.

O.H.: Em algum momento você teve uma crise com suas histórias, seus personagens; ou quis parar de escrever, alguma coisa nesse sentido?

Deonísio: Ah, a gente tem isso muitas vezes... (SUSPIROS). Não gosto de escritores que dizem que já tem o desfecho, o fim da história. Eu, não. Minha direção é o vento, como barco a vela em alto mar. Pode haver tempestade, piratas, ataque, mudanças de planos. Tento chegar ao porto que programei, mas não sei qual é o porto. Sei navegar. Criar é adentrar a uma selva escura, como disse o Dante.

O.H.: Você falou que vive no senso do sonho. Em qual momento a hegemonia de mercado te limita, te neutraliza, por exemplo, a se posicionar politicamente ou te ameaça a não ser tão utópico? Ainda mais aqui neste bairro, a Barra da Tijuca, que respira os ares do mercado hegemônico.

Deonísio: Olha, não sou apenas ameaçado todos os dias. Sou prejudicado todos os dias. Quando entro numa livraria e os livros que lá estão, estão por motivo extra literário; extra qualidade. Por exemplo, quem é que vai ficar livre do Padre Marcelo Rossi, com aquele poder que ele tem na mídia? Ele vendeu milhões de exemplares. Tenho direito a não gostar daquele livro? Não. Acho que há diferença entre um prato refinado e um big Mac. Eu não faço Mc Donalds literário, Pedro. Acho que os meus romances são um prato refinado. Não esperarei que os que comem só big Mac digam que o meu prato é delicioso. Se a gente forma o gosto, é verdade também que a gente deforma o gosto. Um sujeito que está acostumado a ver novela por cinco horas ao dia, a assistir a uma narrativa que de dez em dez minutos é interrompida por uma chusma de comerciais, no dia em que ele pegar um parágrafo do Marcel Proust, ele vai a nocaute, cai durinho e larga o livro. Você, como escritor, sabe exatamente do que estou falando. Porque não houve uma educação narrativa. Ninguém lhe disse que aquilo não é narrativa, é gênero. Uma literatura de qualidade que chega ao âmago do que o autor precisa expressar, exige outro ritmo. Uma amiga minha chegou à minha casa, leu meu novo livro em seis horas. Tranquilamente. Agora, evidente que uma pessoa educada apenas por telenovela ou por literatura de baixa pestana, literatura de massa, não aguentará ler um romance que a obrigue a pensar, a sentir as coisas sob outros pontos de vista. Ou, que a obrigue a sentir que está errada em certos posicionamentos na vida e que já é tarde demais.

O.H.: Resumindo, quem foi Zweig para o Deonísio da Silva?

Deonísio: Foi um herói trágico. Acho que ele sofreu de uma doença que...Acho que um indivíduo precisa ter um mínimo de egoísmo na vida. Tive um professor, que foi o melhor que tive na vida; ele se chama Guilhermino César. Ele sofreu por uma excessiva modéstia. Acho que você tem que ter modéstia, mas quando é excessiva, te prejudica. O Drummond de Andrade dedica um poema belíssimo ao Guilhermino. Tenho orgulho de ter tido aula com um professor que foi inspiração do Drummond.

O.H.: Estamos estreando no século XXI. Apenas 12 anos de convívio com esse novo tempo. Você está otimista?

Deonísio: Olha, Pedro, sempre fui otimista desde o berço. Acho que ouvi, ainda no útero, palavras de otimismo do meu pai, homem muito otimista. Minha mãe dizia que eu era só couro e osso, muito magro. Mamãe me colocava no berço e as vizinhas dela me olhavam e falavam: “esse aí não se cria”; e meu pai, que estava debaixo da terra cavando carvão, chegava todo sujo, se aproximava do berço e dizia: “Ei, se cria sim!” E eu me criei. A criação é também uma tarefa principalmente sua. Então... (SUSPIROS), se não fosse otimista, teria desistido há muito, há muito tempo! Hoje mesmo uma revista me perguntou se acreditava no Brasil. Veja bem, Pedro, se você olhar o Brasil como o deus Janus, com uma face que olha para o futuro e a outra para o passado simultaneamente, perceberá que tudo melhorou. Mesmo o favelado da Rocinha vive melhor do que um nobre do século XVIII. O brasileiro está vivendo melhor. O processo é longo! O brasileiro está vivendo melhor, embora os paulistas não gostem de lembrar, principalmente depois de Getúlio Vargas. Que, com a consolidação das leis do trabalho, des – escravizou o país. Foi um governo extremamente contraditório. Pode notar também que a República piorou muitas coisas que a Monarquia havia conquistado. Hoje, o primeiro olhar que damos a um político é de suspeição. Quer dizer, veja você, é um motivo de pessimismo ter um projeto “ficha limpa”, olha que inversão! Estar cândido, estar limpo deveria ser óbvio! Inclusive, a etimologia da palavra candidato vem do sujeito cândido, que vestia branco e era quase santo.

O.H.: Maravilha, Deonísio. Gostou? (RISOS)

Deonisio: Gostei muito de falar pra você, Pedro. Porque você faz umas perguntas interessantes, algumas que nunca foram feitas e isso é importante.






Um comentário:

  1. Pedro, querido, valeu esperar! Parabens pelas perguntas! Sou suspeito para opina sobre as respostas. Abs do Deonisio.

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